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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cabeças rolando na velocidade do Mach 5

As coisas não andam bem para os Wachowski, Speed Racer amargou um terceiro lugar nas listas dos filmes mais assistidos da semana. Arrecadou míseros 19 milhões nas bilheterias, sendo que custou 160 (mas os valores não foram confirmados oficialmente). A boataria continua envolvendo Emile Hirsch demitindo seu agente, e Joel Silver, o entusiasmadíssimo e hiperbólico produtor de filmes de ação, com a cabeça a prêmio na Warner. Sim, porque corre à boca pequena que o estúdio pretende terminar suas relações contratuais com o produtor. Mas, se perguntados, os executivos da Warner desmentem.

Quem leu minha resenha sabe que gostei muito do filme, e por isso acompanho as notícias com pesar. Gosto do trabalho dos Wachowski, não que eu ache Matrix um Cidadão Kane da vida, mas considero um filme que redefiniu a ficção científica. Antes, um gênero reservado aos nerds, agora um tipo de filme mais amplamente consumido. Os caras ainda conseguiram fazer efeitos visuais estilosos e dar uma aplicabilidade narrativa para esse estilo. Pode não ser genial, mas certamente não é pouco.

Quanto a Joel Silver, o buraco ainda é mais embaixo. Eu não sou um grande apreciador de filmes de ação, tenho, inclusive, grandes dificuldades de achar algum de qualidade quando sinto uma vontade súbita de assistir um filme desse tipo. Mas acho muito triste pensar que alguém que já encheu os cofres de estúdios americanos, com produções como Máquina Mortífera e Duro de Matar, seja dispensado porque resolveu investir em uma dupla de diretores não tão convencionais. Afinal, todos têm direito a dar uma escorregada. E considero realmente que esse filme foi uma escorregada, do ponto de vista de produção executiva. Porque, por mais romântica que possa ser minha visão de cinema, eu entendo perfeitamente que um filme como Speed Racer tenha que dar lucro.

A verdade é que com o passar dos anos Speed Racer pode realmente se revelar como um filme dispensável e frívolo, algo que ninguém mais vai lembrar daqui a alguns anos. Mas, baseado nas ainda recorrentes referências a Matrix (um filme de quase dez anos atrás), espalhadas em uma série de produções pop, desconfio seriamente que a sombra de Speed Racer não desaparecerá assim tão cedo. Mas, pode ser que eu esteja errado.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

As 50 melhores sketches de humor

Não sei se alguém por aí se interessa por molhar as calças de tanto rir, eu, paradoxalmente, levo essa atividade muito a sério. Por isso, pra quem se interessar, eu recomendo este link, com as 50 melhores skethes de humor incluindo o impagável Monty Phyton, os nova iorquinos do Saturday Night Live e o grupo Kids in the Hall. Enjoy!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Os adolescentes estão com os dias contados!

Pelo menos nos cinemas! E isso se você morar nos EUA e tiver uma nota preta pra ver um filme. Li uma notícia agora pouco que diz que o grupo Village Roadshow Gold Class Cinemas, pretende instalar esse ano nos EUA 50 salas de cinema de alto luxo. As salas seriam para no máximo 40 pessoas, com alto padrão de som e imagem e botõezinhos nas poltronas para chamar garçonetes a um custo de 35 doletas por sessão, ouch!



Bom, mas quem já viu um filme bom ser arruinado por uma turba de adolescentes em fúria ou um projetor ruim, sabe que o preço compensa. Aliás, outro dia minha sessão de Chega de Saudade foi levemente perturbada por um grupo de senhoras logo atrás de mim, que conversavam de cinco em cinco minutos.

Eu tenho até um ranking de frases para dizer a essas pessoas, porque, francamente, a gente sabe que o velho e batido 'você poderia ficar em silêncio por favor' não funciona com esses bárbaros. Por isso, aí vaí o Top 5 de melhores frases para se dizer a um bárbaro de cinema:

5. "Você é crítico de cinema? Não? Nossa, mas eu achei que todas essas pessoas tinham se reunido aqui para ouvir suas opiniões sobre o filme".

4. "Quem era? Como assim não é da minha conta? Depois dessa conversa tão alta eu já me sinto íntimo de você e da pessoa do outro lado do telefone".

3. "Quer farofa?" - Para aqueles momentos onde as pessoas entram com sacos e sacos de comida na sala.

2. Gritando para a tela "Stallone!? Stallone?! Você não tá vendo que seus diálogos estão atrapalhando a conversa aqui atrás?!"

1. "Quanto custa a entrada do cinema mesmo? Pois é, lá fora dá pra conversar de graça". O efeito dessa frase chega ao máximo quando a pessoa efetivamente responde o preço do ingresso. Talvez, com muita força de vontade, ela reconheça o quanto idiota ela é por pagar 15 reais pra conversar.

Alguém tem mais alguma sugestão?

terça-feira, 18 de março de 2008

Qual o problema com esse ano?


Vai morrer todo mundo esse ano? Ano passado já foi bem intenso em termos de mortes 'peso-pesado' do cinema (Bergman, Antonioni). Esse ano não começou melhor, mas acabei de ver, agorinha, que Anthony Minghella passou desta para uma melhor. Eu tinha dito, uns sete posts pra trás, que provavelmente era a única pessoa que gostava de O Paciente Inglês (realmente, eu não conheço ninguém que goste desse filme, a não ser, talvez, pela minha professora de história do segundo ano). Bom, eu reafirmo que gosto do filme, e que Minghella vai deixar saudades. As notícias sobre a causa da morte do diretor não foram divulgadas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Oscar, o dia seguinte

Diablo Cody acorda com seu Oscar, esses dois devem ter tido uma noite e tanto.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O último prego no caixão

Pronto, agora é oficial: o HD DVD se junta ao Laser Disc e a fita cassete, bem como os disquetes, no paraíso das mídias extintas. A Universal e a Paramount/Dreamworks deram, ontem e hoje respectivamente, declarações de que vão migrar para o formato Blu-Ray. As duas eram as únicas que apoiaram o formato HD DVD com exclusividade. Ponto para o consumidor que não vai ter que possuir dois aparelhos distintos para assistir em um os filmes da Warner e em outro os filmes da Dreamworks.

Além disso os discos Blu-Ray comportam mais dados. Isso significa uma compressão melhor para os filmes (sem aqueles pixels nojentos aparecendo na tela toda vez que o fundo é preto) e mais possibilidades de extras melhores. Uhuu! Agora que vamos engordar cada vez mais os cofres da Sony é só esperar para os bichinhos baixarem de preço.

Vá em paz HD DVD, vá em paz. Tadinho, mal nasceu e já foi pro brejo.

Tanx Omelete.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

One font will rule them all

Incrível como algumas tendências no cinema passam despercebidas, pelo menos pra mim (bem, talvez isso não seja tão incrível assim...). Já parou pra pensar nas fontes (as letrinhas) que ilustram cartazes, trailers e etc? Eu nunca tinha reparado muito nelas, mas, como mostra o vídeo abaixo, uma delas está dominando o mundo aos poucos. Chama-se Trajan e está em praticamente todos os filmes, assista e confira.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Saldo da 11ª Mostra de cinema de Tiradentes

Fui a Mostra pela primeira vez, embora tenha ido nas últimas duas edições da Mostra de Ouro Preto, organizada pela mesma produtora da de Tiradentes. Confesso que saí um pouco decepcionado, mas vários fatores ambientais forçaram a avaliação pra baixo.

Um deles, e talvez o maior, foi o tempo. Choveu muito nos primeiros dois dias, e ficar ensopado o dia inteiro não é algo que faça meu humor ficar especialmente benevolente. Do terceiro dia em diante não houve mais chuva, mas o céu ainda ameaçava com ela o tempo todo. O frio também me pegou desprevenido, muito incomum para Janeiro.

Uma outra grande idéia que eu tive foi ficar hospedado em São João Del Rei, ao invés de Tiradentes, onde qualquer pousadinha cobra os olhos da cara. São João está a apenas 12 Km de distância de Tiradentes, e os ônibus circulares facilitam o trajeto. Facilitariam, eu diria. Os horários da noite, mais escassos, dificultaram e muito a minha vida, tornando uma jornada hercúlea assistir os filmes à noite. Ficar em São João não foi uma boa idéia (e nem vou entrar em detalhes sobre a roupa de cama do meu quarto).

Agora, o problema central aqui foi a oficina que participei. Movido pelo título e ementa muito atrativos (‘Novas tecnologias do cinema’), fiz a inscrição no final de Dezembro e fui selecionado para participar. O que você espera aprender numa oficina assim? Sobre as novas tecnologias do cinema, certo? Não é tão difícil de adivinhar. A ementa ainda falava algo sobre tipos de câmeras mais adequados para tais filmes, onde divulgar, youtube, mídia para celulares, etc. Enfim, um prato cheio.

No primeiro dia o instrutor, um homem certamente experimentado e com muito conhecimento, expôs o plano de estudo daqueles próximos cinco dias: conhecer as novas tecnologias e um pouco da linguagem pertinente a cada uma delas. Excelente! Era tudo o que eu queria, e o fato do instrutor dizer que daria alguns exemplos de vídeo-arte e instalações multimídia a princípio não me incomodou. Nada mais justo, se você introduz uma nova tecnologia no cinema tem que explorar também a capacidade lingüística delas. Perfeito!

Perfeito nada. Ficamos três dias vendo excertos de vídeo-arte, alguns, confesso, muito interessantes. No quarto dia, depois de passar a tarde inteira vendo pedaços de vídeos e filmes, saí, enfezado. Não voltei mais, no dia seguinte adiantei minha passagem e voltei pra BH o mais rápido que pude.

A parte ‘técnica’ da oficina se resumiu em uma conversa de 10 minutos onde o professor falou sobre as diferenças entre as mini-dvs, Dvcam e HDV, algo que qualquer um pode olhar na Wikipedia, porque não foi nada demais.

E aí, tem sempre, lógico, aquela galerinha pedante que adora repetir o que o instrutor acabou de falar com outras palavras, ou, fazer perguntas para as quais eles já sabem a resposta. Eu deveria me lembrar desse povo quando faço inscrição pra esse tipo de coisa. Está certo que no ano passado na Mostra de Ouro Preto valeu a pena, lá pelo segundo dia eu acho que eles já tinham se cansado de falar e a oficina de Produção Executiva correu bem. Mas essa, nossa, como foi difícil. E ainda tinha uma que achava a vídeo-arte o máximo e o cinema convencional um saco, e, olha, foi difícil de agüentar. O que as pessoas têm contra o aprendizado? Sabe? Daqueles que existiam antigamente quando um professor chegava com muito conhecimento e os alunos aprendiam, dialogando com o conhecimento claro, mas mesmo assim, absorvendo. Todo mundo, especialmente nessa área de artes, ficou viciado nessa coisa de discussão. Parece que ninguém precisa saber mais nada da parte técnica, é só sentar em círculo e bater papo. É por isso que alguns vídeos são tão ruins também, porque ninguém sabe mais usar, ninguém está mais disposto a aprender só em escutar o som da própria voz.

Enfim, pelo menos eu vi uns poucos filmes. Longas eu vi Onde andará Dulce Veiga?, que gostei muito e pretendo comentar depois. Além dele vi também Corpo, que achei bacaninha também. Além disso vi seis curta-metragens, e gostaria muito de ter visto Café com Leite, curta que vai para Cannes esse ano, mas não deu. Perdi a Mostrinha também, com os filmes dedicados as crianças, que eu adoro.

Mas uma coisa boa eu vi em Tiradentes: é um evento que consegue mobilizar a população local, você vê filas enormes que não são totalmente formadas por cinéfilos pedantes e chatos, mas também de cinéfilos bacanas e moradores da região. Dava pra ver as famílias que saiam de casa com os filhos para assistirem as sessões, e achei isso demais, um fôlego de esperança para o cinema nacional.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Tudo o que você sempre quis!

Faltava isso! Eu não sou muito de action figures, não me considero nerd o suficiente. Mas, diga lá, uma estátua do Sloth é tudo de bom não é não? Essa eu sinceramente estou pensando em comprar...

Dica do Wishlist

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A elite do cinema nacional

Essa é boa: não bastasse ser o filme nacional mais visto do ano passado, e com maior arrecadação, Tropa de Elite agora recebe dinheiro de quem comprou o filme pirata! Ô que bonitinho gente, quer dizer que quem comprou o filme em camelô está se sentindo culpado agora? Isso é um sinal de que o filme é excelente ou que o povo brasileiro está mudando? Isso foi uma pergunta retórica, é óbvio que é um sinal de que o filme é bom.

E pelo que eu li por aí o diretor do filme, José Padilha, o criador do novo brucutu nacional, reverteu todas as 'doações posteriores', chamemos assim, que chegaram até sua produtora, para o INCA, o Instituto do Câncer. Então, quem quiser já sabe né, é só procurar a Zazem produções e deixar seu dinheiro lá, caso você tenha comprado um dvd pirata por aí.

Dica by Omelete.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Idiotas e TV a Cabo

Qual é o problema com as pessoas? Sério, o que está acontecendo? Vejo um monte de gente falando no meio onde eu trabalho: “O cinema nacional precisa de mais incentivos, o audiovisual precisa cair no gosto do povo” e blábláblá. Como sempre esse tipo de frase é igual teoria sobre como a seleção brasileira deveria jogar, até a tia Cotinha tem uma idéia.

Qualquer imbecil formula uma idéia sobre porque o audiovisual nacional não cai no gosto do povo. E como, pra resolver esse problema, deveriam ser criados mecanismos específicos. A lei Rouanet e a Lei do Audiovisual já são malhadas até não poder mais. É claro que elas não são perfeitas, aqui no Brasil nada é. Mas, poxa, é um começo. Não precisa ser nenhum perito pra olhar para trás, nos últimos quinze anos, e ver o tanto que a produção audiovisual aumentou. Se o conteúdo em geral é bom é uma outra questão. Eu pelo menos sou do tipo de opinião que é dando a cara a tapa que se aprende a fazer, então, o natural é que quando a coisa está engatinhando os resultados não sejam os melhores. O problema é que tem sempre os idiotas do tipo: “Não assisto filme nacional nem fudendo!”. Problema seu tiozão (são sempre tiozões). Tem também o tipo que sempre compara os seriados nacionais, super escassos, com os americanos.

Nessas horas eu me pergunto: “Será que esse imbecil já esteve próximo de um orçamento de um filme ou seriado?”. Porque eu já. E mais, será que essas pessoas já pararam pra pensar na dificuldade que é pra tentar vender um seriado pra um canal por assinatura? Porque funciona mais ou menos assim meus amigos: um seriado como Friends, digamos, tem um orçamento de 10 milhões por episódio (deve ser até mais, estou chutando). A grana é alta porque os cachês dos atores são imensos, no caso de atores que são famosos, como esses eram. Além do marketing, salários de produtores, roteiristas, equipe técnica, etc.

Uma emissora americana financia numa boa esse orçamento. Se for um seriado de sucesso vai render uma nota preta com anunciantes, patrocinadores, produtos licenciados, vendas de DVD, etc. Aí, vem um canal como a Warner, que só retransmite o que os canais como a ABC produzem, e compra uma temporada de Friends para exibir e reprisar na América Latina ad infinitum.

E você acha que ela compra pelos mesmos 10 milhões o episódio? Nunquinha, é que agora que o seriado está pago pelas rendas com anunciantes, patrocinadores e o diabo a quatro, a ABC vai querer vender mais barato pra conseguir dar mais saída pro produto. Assim, vários canais compram as temporadas, bem mais barato, já que ela está saindo da Finlândia até o Marrocos. Até a Record exibiu Friends (foi a Record?), e vocês não acham que ela pagou 10 milhões por episódio, com uma temporada de 22 episódios cada, né?

Agora chegamos na questão que eu queria: há alguns dias veicula na TV a cabo uma propaganda insistente para que o projeto de lei nº 29 de 2007 não seja aprovado. A propaganda é veiculada pela ABTA, Associação Brasileira de Televisão por Assinatura. O mote da campanha é a preservação do seu direito de escolha, já que o projeto de lei em questão visa a obrigatoriedade de uma cota de programas nacionais em canais estrangeiros. A cota é de 10% em canais estrangeiros, sendo que 50% dos canais dos pacotes tem que ser nacionais.

A ABTA diz que isso é um abuso e que vai tolher nosso direito de escolha. Como assim? De repente eu vejo que tem um canal chamado “TV Frevo” no meu pacote e aí vou ser obrigado a assisti-lo? Eu não sei se a ABTA sabe, mas, no meu pacote da SKY tem um monte de porcarias que eu nunca assisti, não necessariamente nacionais. Acredito que 70% do meu pacote da Sky não tem nada que eu assista. Pergunta se eu tenho a ‘liberdade’ de me livrar desses canais para enxugar meu pacote? Claro que não.

O que me assusta é como as pessoas são idiotas. A campanha da ABTA é tão somente para privá-la de comprar material nacional, que não é revendido e sim produzido. Ou seja, ela não vai mais poder comprar seriados reprisados dos EUA a preço de banana, em troca ela vai ter que comprar de produtoras nacionais, saindo muito mais caro pra ela. Agora, se vai sair mais caro pra ela eu não sei, e, francamente, não é problema meu. Tem, é lógico, aquela desculpinha sempre “ah, mas aí eles vão acabar aumentando o valor dos pacotes”. E é lógico que eles vão fazer isso, sempre que aumenta o custo esse aumento é repassado para os consumidores. Mas isso não é desculpa, você não pode impedir que a produção do audiovisual avance só pra poder preservar o balanço de algumas empresas, isso é uma lógica destorcida. Se aumentou meu filho, ou você cancela ou negocia com sua fornecedora de TV por assinatura.

Além do mais, 10% da programação dá 2 horas e 24 minutos! Se fosse programação contínua, e não é, tem comerciais. Sendo assim, as emissoras vão ter que investir em duas horas diárias de programação nacional. Se ela comprar um pacote de animações em flash feitas pelo estúdio Zé das Couves, pra exibir as três da matina, quanto você acha que isso vai custar? E não me venha com esse papinho de que a qualidade vai cair. Você já viu a qualidade das legendas do seu canal por assinatura ultimamente? A qualidade dos comerciais e das vinhetas? Já viu, pra resumir, a qualidade da Fox? Estou falando isso só pra mostrar que qualidade não é exatamente o topo da lista de prioridades da TV a Cabo.

E além do mais, as pessoas já vão fazendo previsões como se os produtos nacionais que as emissores serão obrigadas a comprar sejam novelas e outras porcarias nacionais. Depois eu é que sou antipatriota, os idiotas acham que só se produz merda por aqui e fica por isso mesmo. Como eu trabalho numa empresa de animação eu sei, por experiência própria, que idéias nós temos aos montes. E das boas. Só precisamos de espaço e chances iguais, sem precisar competir com um canal que compra séries de animação no quilo, de empresas americanas que, por sua vez, terceirizam animação em países como a China ou Índia, por 0,08 centavos o minuto.

Só sei que é no mínimo uma falácia, essa campanha da ABTA. E tem um monte de gente que apóia, em dois blogs que eu considero muito, por exemplo, houve manifestações de apoio. Num deles, especializado em cinema, fala-se muito em cinema nacional e quais as soluções para nosso audiovisual. E quando aparece uma lei pra começar a ajudar, eles criticam, porque vão deixar de ‘escolher’ o que assistir. Eles estão precisando me dar o telefone da operadora de TV a Cabo deles, porque, na minha, eu não consigo escolher nada neste momento. É mais uma prova de que o marketing funciona mesmo, ainda que seja imbecil. É prova também que as pessoas acreditam em tudo que assistem na TV. Talvez as TVs estejam certas, ninguém vai ter escolha mesmo, elas já não tem agora, ninguém pensa mais se não tiver uma campanha de marketing pra ajudar.

A campanha da ABTA.

Uma opinião brilhante, na minha opinião, sobre o assunto.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Project Direct

Acabou o concurso promovido pelo Youtube, Project Direct, que escolheria um curta-metragem amador de várias partes do mundo. O resultado foi impressionante, pelo menos pra mim. Uma brasileira ganhou, e seu prêmio é ter o direito de ir a um festival internacional de filmes (imagino que seja o Sundance, mas não tenho certeza) e ter reuniões e encontros com produtores da Fox Searchlight Pictures. O impressionante não é uma brasileira ter ganhado, o impressionante é que o filme dela é horrível.

Existiam três condições no projeto: 1. O personagem principal precisaria enfrentar uma situação além do seu nível de maturidade, 2. Alguém no filme precisaria dizer a frase "I demand an explanation for these shenanigans! What do you have to say?" e 3. Em determinado momento do filme um personagem precisaria passar uma foto a outro. Além disso o filme deveria ter de 3 a 7 minutos.

Laços conta a história de uma garota emo e um garoto emo que quer de todo o jeito que ela lhe faça um laço na gravata. E, olha, é difícil aguentar o 6 minutos e poucos desse filme. Qual é o problema com os atores amadores brasileiros? Todos precisam ser ruins? Eu sei que o filme era amador, mas, My Name is Lisa, que ficou com um terceiro inexplicável lugar, também era amador. E a garotinha que vive Lisa dá um banho nos dois atores de Laço juntos. Além do mais, em Laços você percebe no que aquela pataquada toda vai dar antes mesmo do fim, mas a diretora insiste em cenas longas, tornando tudo aquilo muito tedioso de assistir.

Confira Laços.




E agora Confira Gone in a Flash, o segundo lugar, de alguém que tem pelo menos noçoes de fotografia.




E agora, My Name is Lisa, meu preferido entre os três. De alguém que tem noções de como se contar uma história.



Essa vitória só pode ser explicada por massivas votações da família da diretora.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mais animação Brasil!

Há algum tempo (bastante tempo, na verdade) um projeto de lei tramita na câmara dos deputados: tornar obrigatório a exibição de animações nas TVs brasileiras. E, obviamente, existe um lobby das emissoras de televisão para que o projeto não seja aprovado. O fato é que Rafael Terpins, criou uma petição online para os interessados ajudarem na aprovação do projeto. Quem quiser ver mais animações brazucas por aí é só assinar (garanto que não vão se arrepender).

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Primeira vítima



Primeira vítima confirmada: 24 Horas vai atrasar a estréia da nova temporada. Depois de ter passado um tempinho na cadeia era quase um milagre Jack Bauer voltar sem atrasos, mas agora sim, fez-se a desgraça. Ainda não tem data para a estréia do programa, os produtores esperam pra ver como a greve dos roteiristas vai progredir (nada bem, eu aposto). Já anunciaram que House também deve começar a reprisar alguns episódios, seguido das paralizações de Prison Break e Grey's Anatomy. E aí eu levanto as mãos para os céus e digo: 'Would you kill me God? Please?'. Nessas horas começo a acreditar naquela história de arrebatamento, acho que sobramos galera, vocês e eu, no inferno e sem seriados.

Após uma naba na seleção de mestrado, problemas financeiros e vários problemas com minha máquina de escrever digital (vulgo computador), eu só tinha os seriados (ah, esqueci de mencionar, não tenho onde ver filmes ultimamente porque estou sem acesso ao dvd que pegava emprestado com minha amiga sempre, e que estragou). Acho que é isso... vou sentar e chorar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

É só juntar um DeLorean e já dá pra viajar no tempo

Para os nerds mais desocupados aplicados, agora já dá pra ter seu próprio capacitor de fluxo! Isso mesmo, a empresa Diamond Select Toys acaba de criar uma réplica do breguete criado pelo Dr. Emmett Brown.

Na minha opinião só vale a compra se for uma réplica mesmo, replicando inclusive as capacidades de viagem no tempo. Daí só bastava adicionar um DeLorean. O problema é que um DeLorean é um ingredientezinho difícil, porque, pelo que eu sei, a empresa não anda nem nunca andou bem das pernas. Nem um filme com a marca Spilberg/Zemecks conseguiu fazer o carrinho emplacar. Ele tem o design muito futurístico sabe. Nós ainda não estamos preparados pra ele, foi igual quando lançaram o Ford Ka.





Eu vou esperar, não tenho nem o box do De Volta para o Futuro ainda, shame on me, shame on me!


Dica by Omelete.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Meu tipo de religião

Uma banda sueca (na verdade não sei se é sueca mesmo, e estou com muita preguiça de verificar, porque quando você vai digitar esse tipo de palavra em linguas esquisitas como essa você tem que praticamente checar letra por letra. Clica na página que está o nome, clica na página do wikipedia pra verificar, escreve a letrinha, volta pra primeira página pra checar a outra letra e ai...bem, vocês entenderam né?). Anyway, os caras fizeram uma 'remixagem' de vídeo, pegaram uma filmagem de um culto evangélico na Suécia (o culto eu tenho certeza que foi lá), e transformaram num vídeo maravilhoso para sua música. Watch...

Vi isso em algum blog...mas não estou lembrando qual, acho que foi Sedentário & Hiperativo, depois eu olho e ponho o link com os créditos devidos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Deus 2 x AnyDVD 1


Sim, deu zebra e não faço a menor idéia do porque. Minha vitória de ontem não durou nem 24 horas, meu drive de dvd venceu novamente. Acho que vou contactar a LG e falar muita merda no telefone com alguma atendente que não tem culpa nenhuma. Mas hoje cabeças precisam rolar.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Efeito Chris Crocker

Aparentemente o mancebo conseguiu. Desde o início Chris Crocker queria chamar atenção com a pataquada geral que está virando a vida da Britney Spears, lançou, então, um vídeo onde defende com lágrimas e berros a moral da 'cantora' geme-geme americana.
O vídeo original é este, que não vou colocar aqui porque, francamente, aí já é demais! (Bem, esse não é exatamente o vídeo original, mas em tão pouco tempo foram tantas as versões que dá um trabalho danado procurar o original, e não estou com o menor saco).
As mais engraçadas, entretanto, são as novas versões que estão aparecendo. Impressionante a velocidade com que essas coisas se espalham viu.

A melhor de todas, a versão de Seth Green defendendo Crocker:

Seguido de perto pelo 'pai' do próprio Chris Crocker reclamando da zoeira que seu filho fez:

E, é claro, a própria Britney Spears, com sua tão noticiada nova forma de barril, defendendo o 'tiete' afetado:

AnyDVD ganha de Deus

Meu computador é uma caixa de pandora. Tá certo que eu não tenho uma máquina hiper poderosa, mas mesmo assim dá pro gasto. Melhor dizendo, daria, se algo nele funcionasse corretamente. Comprei no intuito de jogar muito, e ele não roda nem paciência direito. Comprei uma geforce, não alterou em nada o desempenho. E mais recentemente, o drive de dvd travou. E o mais interessante eu nem falei ainda, travou na região 4! Sem problemas certo? Afinal, os discos de dvd no Brasil são da região 4. É, pequenos gafanhotos, a questão é que nem os discos de região 4 estavam rodando. 'Mas como isso é possível Daniel?', o pequeno gafanhoto poderia perguntar. E eu te respondo: Deus existe sim, e não gosta de mim.

Inconformado, arrasado, deprimido e muitos outros adjetivos novelísticos depois, resolvi ir a luta e tentar resolver o problema. Primeiro pensei em desbloquear, não deu certo. Mesmo porque ele estava bloqueado na região certa! Mas só rodava dvds de região 0, e eu já estava um pouco cansado de ver o mesmo dvd do show do Coldplay. Eis que me surge uma luz chamada AnyDVD. Esse programinha divino age como se fosse um cafetão, fazendo com que as travas do windows, dos programas leitores de dvd e o próprio drive, ajam como se fossem pequenas meretrizes assustadas trabalhando pra ele. Work bitch! Ele ignora todas as travas que seu computador possa ter. Recomendo e muito! Esse programinha venceu Deus!