quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Zumbis Nacionais

Lembram do Segredos do Porão, aquela perolazinha nacional que o diretor tá lutando pra terminar e a gente torcendo pra ele não conseguir? (Ô que maldade, ok, ok, eu na verdade torço pra ele terminar sim, só que fica mais bacana dizer que não). Pois bem, conheçam agora Porto dos Mortos, o novo-velho filme de zumbi brasileiros (está em produção desde 2005). Segundo o Judão, o filme já faz barulho há algum tempo e teve repercursão no exterior.

A princípio, o teaser de Porto tem uma coisa que o trailer de Segredos não tem: uma fotografia decente. E repare que eu disse decente, e não boa, porque aí é muito cedo pra falar qualquer coisa. No Judão você confere detalhes e desenhos storyboard do filme, recheado de zumbis tupiniquins.


Update: Reparei agora que o trailer de Segredos do Porão mudou, é diferente daquele que eu tinha postado antes, que foi tirado do ar. Acho que tem mais um no Youtube.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Trailer - Son of Rambow


Eu não sei se vai virar uma modinha, mas parece que os filmes com temática 'filmes caseiros', estão com tudo. Depois de Be Kind Rewind, que estou aguardando ansiosamente, descobri esse filminho que aparentemente fez muito barulho em Sundance. A história gira em torno de dois meninos nos anos 80 que empolgados com o filme do Rambo, resolvem fazer sua versão caseira do blockbuster. As cenas do trailer são divertidíssimas e os dois personagens infantis principais parecem ser muito carismáticos, mal posso esperar pra ver!

Que bonitinho!


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

One font will rule them all

Incrível como algumas tendências no cinema passam despercebidas, pelo menos pra mim (bem, talvez isso não seja tão incrível assim...). Já parou pra pensar nas fontes (as letrinhas) que ilustram cartazes, trailers e etc? Eu nunca tinha reparado muito nelas, mas, como mostra o vídeo abaixo, uma delas está dominando o mundo aos poucos. Chama-se Trajan e está em praticamente todos os filmes, assista e confira.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Saldo da 11ª Mostra de cinema de Tiradentes

Fui a Mostra pela primeira vez, embora tenha ido nas últimas duas edições da Mostra de Ouro Preto, organizada pela mesma produtora da de Tiradentes. Confesso que saí um pouco decepcionado, mas vários fatores ambientais forçaram a avaliação pra baixo.

Um deles, e talvez o maior, foi o tempo. Choveu muito nos primeiros dois dias, e ficar ensopado o dia inteiro não é algo que faça meu humor ficar especialmente benevolente. Do terceiro dia em diante não houve mais chuva, mas o céu ainda ameaçava com ela o tempo todo. O frio também me pegou desprevenido, muito incomum para Janeiro.

Uma outra grande idéia que eu tive foi ficar hospedado em São João Del Rei, ao invés de Tiradentes, onde qualquer pousadinha cobra os olhos da cara. São João está a apenas 12 Km de distância de Tiradentes, e os ônibus circulares facilitam o trajeto. Facilitariam, eu diria. Os horários da noite, mais escassos, dificultaram e muito a minha vida, tornando uma jornada hercúlea assistir os filmes à noite. Ficar em São João não foi uma boa idéia (e nem vou entrar em detalhes sobre a roupa de cama do meu quarto).

Agora, o problema central aqui foi a oficina que participei. Movido pelo título e ementa muito atrativos (‘Novas tecnologias do cinema’), fiz a inscrição no final de Dezembro e fui selecionado para participar. O que você espera aprender numa oficina assim? Sobre as novas tecnologias do cinema, certo? Não é tão difícil de adivinhar. A ementa ainda falava algo sobre tipos de câmeras mais adequados para tais filmes, onde divulgar, youtube, mídia para celulares, etc. Enfim, um prato cheio.

No primeiro dia o instrutor, um homem certamente experimentado e com muito conhecimento, expôs o plano de estudo daqueles próximos cinco dias: conhecer as novas tecnologias e um pouco da linguagem pertinente a cada uma delas. Excelente! Era tudo o que eu queria, e o fato do instrutor dizer que daria alguns exemplos de vídeo-arte e instalações multimídia a princípio não me incomodou. Nada mais justo, se você introduz uma nova tecnologia no cinema tem que explorar também a capacidade lingüística delas. Perfeito!

Perfeito nada. Ficamos três dias vendo excertos de vídeo-arte, alguns, confesso, muito interessantes. No quarto dia, depois de passar a tarde inteira vendo pedaços de vídeos e filmes, saí, enfezado. Não voltei mais, no dia seguinte adiantei minha passagem e voltei pra BH o mais rápido que pude.

A parte ‘técnica’ da oficina se resumiu em uma conversa de 10 minutos onde o professor falou sobre as diferenças entre as mini-dvs, Dvcam e HDV, algo que qualquer um pode olhar na Wikipedia, porque não foi nada demais.

E aí, tem sempre, lógico, aquela galerinha pedante que adora repetir o que o instrutor acabou de falar com outras palavras, ou, fazer perguntas para as quais eles já sabem a resposta. Eu deveria me lembrar desse povo quando faço inscrição pra esse tipo de coisa. Está certo que no ano passado na Mostra de Ouro Preto valeu a pena, lá pelo segundo dia eu acho que eles já tinham se cansado de falar e a oficina de Produção Executiva correu bem. Mas essa, nossa, como foi difícil. E ainda tinha uma que achava a vídeo-arte o máximo e o cinema convencional um saco, e, olha, foi difícil de agüentar. O que as pessoas têm contra o aprendizado? Sabe? Daqueles que existiam antigamente quando um professor chegava com muito conhecimento e os alunos aprendiam, dialogando com o conhecimento claro, mas mesmo assim, absorvendo. Todo mundo, especialmente nessa área de artes, ficou viciado nessa coisa de discussão. Parece que ninguém precisa saber mais nada da parte técnica, é só sentar em círculo e bater papo. É por isso que alguns vídeos são tão ruins também, porque ninguém sabe mais usar, ninguém está mais disposto a aprender só em escutar o som da própria voz.

Enfim, pelo menos eu vi uns poucos filmes. Longas eu vi Onde andará Dulce Veiga?, que gostei muito e pretendo comentar depois. Além dele vi também Corpo, que achei bacaninha também. Além disso vi seis curta-metragens, e gostaria muito de ter visto Café com Leite, curta que vai para Cannes esse ano, mas não deu. Perdi a Mostrinha também, com os filmes dedicados as crianças, que eu adoro.

Mas uma coisa boa eu vi em Tiradentes: é um evento que consegue mobilizar a população local, você vê filas enormes que não são totalmente formadas por cinéfilos pedantes e chatos, mas também de cinéfilos bacanas e moradores da região. Dava pra ver as famílias que saiam de casa com os filhos para assistirem as sessões, e achei isso demais, um fôlego de esperança para o cinema nacional.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Tudo o que você sempre quis!

Faltava isso! Eu não sou muito de action figures, não me considero nerd o suficiente. Mas, diga lá, uma estátua do Sloth é tudo de bom não é não? Essa eu sinceramente estou pensando em comprar...

Dica do Wishlist

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Paprika

Na narrativa de Paprika, um dispositivo chamado DC Mini foi inventado com o único propósito de ser um auxílio para terapeutas e seus pacientes. Funciona fazendo com que o terapeuta possa penetrar nos sonhos de seus pacientes, e foi inventado pelo enormemente obeso cientista Tokita Kohsaku. Chiba Atsuko, uma terapeuta e desenvolvedora do projeto, acompanha os primeiros testes do aparelho. Para tanto, ela possuiu um avatar no mundo dos sonhos, chamada Paprika. O filme se inicia com os pesadelos de Kogawa Toshimi, um detetive que afirma ter deixado um crime sem solução para trás, e por isso, vive perturbadamente. Os pesadelos no mundo real começam justamente quando um terrorista se apropria do DC Mini e começa a entrar nas mentes das pessoas conectadas a ele.

Paprika desde o começo se mostra extremamente desinibida, digamos assim. Por exemplo, ela atende o detetive em um quarto de hotel, onde ela ocupa uma cama e ele outra, ambos trajam apenas roupões. Já seu alterego, do lado do mundo real, é exatamente o oposto, trajando roupas de executiva, cabelo amarrado e feições muito pouco expressivas. Paprika, quando se movimenta é bem mais espalhafatosa e sensual usando sempre roupas coloridas, já a Dra. Chiba é contida e rígida em seu terninho cinza.

O filme abusa dos opostos para demarcar o limite entre os mundos do sonho e da realidade, mas os opostos não param por aí e também são usados para diferenciar os personagens. O presidente, como é chamado o chefe da instituição onde trabalham, é um homem com uma rígida posição em relação a ciência. Acredita que entrar nos sonhos das pessoas é levar a tecnologia a penetrar o último lugar sagrado da humanidade. Por isso, ele sempre é emoldurado por árvores e plantas, seu escritório é lotado delas e em determinado momento do filme ele sai detrás de arbustos. A direção de arte do filme é primorosa em marcar os personagens através do universo que os emoldura.

Mas Paprika, ao contrário de muitos outros Animes, não foi concebido para agradar unicamente os amantes da pura porra-louquice. Não me entenda mal, ele é ainda um exemplar desse gênero de Animes, mas mantém uma espinha dorsal sólida, que mesmo sendo difícil de acompanhar em alguns pontos, ainda é possível de ser mantida à vista.

Os obstáculos maiores ao acompanhamento da trama residem nas referências obscuras à psicanálise (e também na teoria Junguiana) e as referências cinematográficas. Tenho vergonha de dizer que reconheci mais as referências do primeiro grupo do que as do segundo. Mas uma referência eu salvei, talvez porque fosse óbvia, mas mesmo assim deixe-me ficar com minha vitória. As cenas no bar com o policial são referências claríssimas as cenas do bar do hotel em O Iluminado. Além disso, existem outras cenas dos pesadelos do detetive que certamente remtem a outros filmes, mas tive de pesquisar para descobrir, entre eles estão a Princesa e o Plebeu, filme com Audrey Hepburn.

Enfim, eu aconselho seriamente a quem não viu, assistir esse filme o mais rápido possível.




A elite do cinema nacional

Essa é boa: não bastasse ser o filme nacional mais visto do ano passado, e com maior arrecadação, Tropa de Elite agora recebe dinheiro de quem comprou o filme pirata! Ô que bonitinho gente, quer dizer que quem comprou o filme em camelô está se sentindo culpado agora? Isso é um sinal de que o filme é excelente ou que o povo brasileiro está mudando? Isso foi uma pergunta retórica, é óbvio que é um sinal de que o filme é bom.

E pelo que eu li por aí o diretor do filme, José Padilha, o criador do novo brucutu nacional, reverteu todas as 'doações posteriores', chamemos assim, que chegaram até sua produtora, para o INCA, o Instituto do Câncer. Então, quem quiser já sabe né, é só procurar a Zazem produções e deixar seu dinheiro lá, caso você tenha comprado um dvd pirata por aí.

Dica by Omelete.