segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Trailer criativo

De vez em quando aparece alguém que faz um filminho comercial diferente. Agora que estamos num surto de filmes de terror isso parece um pouco distante né? Já que os filmes de terror não são lá um oásis de criatividade normalmente. O que é mais diferente ainda, entretanto, é quando alguém faz um trailer criativo. Outra coisinha bem batida esse negócio de trailer: musiquinha lenta apresenta as bases da história, musiquinha aumenta e nós vemos o conflito, musiquinha alta e frenética e vemos um monte de cenas picadas de ação do filme. Bem básico né? Pois a produtora espanhola Filmax inovou, para apresentar seu filme de terror [Rec].


No trailer apresentado por eles não figura nem uma só cena do filme em questão. Vemos só pessoas comuns assistindo ao longa numa filmagem com câmeras de visão noturna e os sons do filme. E, olha, é intrigante viu. A história? Não faço a menor idéia, mas fiquei morrendo de curiosidade. Se for minimamente parecido com O Albergue eu nem chego perto, mas como eu vou saber se é parecido se o trailer não mostra as imagens não é mesmo? Espertos, muito espertos. Vou ser obrigado a conferir!



Dica by Nos bastidores da Notícia

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Cinderela a Baiana


Olha, já rodei meio mundo p2p atrás desse filme. Um ícone absoluto, um verdadeiro Santo Graal do cinema trash nacional. Vi apenas umas cenas numa aula de direção na Academia Internacional de Cinema, uma aula, diga-se de passagem, sobre como não se deve fazer. O professor gargalhava tanto que quase teve uma parada respiratória.

E o pior é que conheço uma pessoa que viu esse filme no cinema em um shopping aqui de BH. "E foi ao cinema?" o digníssimo gafanhoto poderia perguntar, foi, eu responderia. Também não acreditei quando soube, mas foi. Duvido muito que tenha ficado uma semana completa, mas que foi foi. O "diretor" da pérola é Conrado Sanches, ao que parece um grande diretor de filmes pornográficos. Tenho pra mim que até os filmes pornôs dele devem ser melhores que isso. O pior de tudo é que esse filme tem pelo menos um ator global: Lázaro Ramos. Isso mesmo, o madame Satã, o talentosíssimo ator do cinema, teatro e tv, está nessa joça. O que o sujeito tem que fazer pra se manter né...

"Curta" agora os clipes no youtube, se tiver estômago pra isso:

1. Nesse aqui, Carla Perez nos dá uma tocante lição sobre o que uma criança deveria estar fazendo, ao invés de trabalhar... ora bolas, rebolando em boquinhas de garrafas, certo?



Reparem na sacudidela na gaiola pra fazer o bendito passarinho sair.

2. Melhor cena de luta ever!



Edição im-pe-cá-vel! Deu pra entender direitinho o soco na cara do Alexandre Pires e quase não tem um delay entre as imagens e o som. E o que foi aquele golpe que o Tião Macalé deu na cabeça do agressor do namoradinho da Carla Perez?

3. Snif...uma gotinha acabou de rolar de meus olhos.



Que tocante, o cara ganhou um emprego do outro cara que dirige um fusca e conversa como se estivesse num jogral. O problema é que o coitado é louco, viram ele conversando com a rua vazia depois? O filme tem camadas de simbolismos gente, profundo, muito profundo.

4. A interpretação do ano.



Nossa, como trabalha bem essa Carla Perez, desse jeito vou começar a achar que ela fez escola em Malhação. E que brilhante recurso linguístico esse negócio de enfiar uns barulhinhos de um teclado Yamaha para aumentar a dramaticidade da cena, brilhante! Brilhante!

Quem gostou pode comprar a relíquia pelos Mercados Livres da vida, e, se alguém comprar favor me fazer uma cópia.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Spin-off de Prison Break?

Pensando sobre Prison Break outro dia: "Puxa, minha irmã quer ver a terceira temporada mas ainda não viu a segunda". Cheguei a seguinte conclusão: "Que diferença faz a segunda temporada para entender a terceira?". Quase nenhuma. A série resetou a história e a terceira temporada tem pouca conexão com a história original, já que Burrows foi incocentado, nem lembro mais porquê.

E agora a Fox anuncia que a série-mãe vai gerar um rebento. Uma versão feminina de Prison Break? Será que cola? Mais gente tendo planos mirabolantes pra fugir do Carandiru panamenho? Uma das graças de Prison Break é o personagem do Scofield, com aquele arzinho blasè cheio de planos geniais e mirabolantes. A moçoila do novo seriado não pode ser um poço de fragilidades ou eu acho que isso não funcionará. Mas já foi dito que a personagem seria uma rica dona-de-casa, e, peruas não são muito engenhosas!

Notícia by Omelete.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Band of Brothers...snif, snif


Atrasado, como sempre, eu terminei de ver Band of Brothers. De início eu fiquei com o pé atrás. Tudo bem, eu não sou daquelas pessoas que diz: 'Bah, americanos, que se fodam'. Posso até já ter sido assim, mas hoje em dia não mais. Americanos são até legais, se você for pensar bem. Tá certo que eles são dados a um pouco de idiotice nas urnas, mas, cá entre nós, os brasileiros também são bem viciados em cretinices eleitorais.

O meu pé atrás era pelo fato de que filmes de guerra normalmente não me atraem tanto, a não ser por aspectos de direção de arte e fotografia. Normalmente eu acho uma idiotice filmes que tentam buscar muita honra numa coisa que é simplesmente uma carnificina. A Segunda Guerra não é tão diferente. Ok, Hitler era um maníaco. Mas se engana quem acha que foi por causa dele que os EUA foram à guerra. Afinal de contas, na década de 90 os EUA tiveram uma grande oportunidade de livrar uma nação africana de déspotas, quando os Hutus dizimaram cerca de 800.000 Tutsis em Ruanda. Onde é que eles estavam? Em casa, certo? Talvez se preparando para a Guerar do Golfo, pois lá tem um monte de coisas gosmentas que valem uma nota preta. Era esse, basicamente, meu medo. Um medo de ter vontade de gritar para os personagens do filme: "Vocês por acaso são idiotas? Ficam se achando o máximo por morrer pelo seu país, quando na verdade estão enterrados numa trincheira porque um monte de gente rica decidiu por isso?"

E nem venham me falar de campos de concentração e toda aquela crueldade, porque eles só descobrem sobre os campos quando a guerra está quase no fim.

Mas Band of Brothers me surpreendeu. A série mostra um grupo de paraquedistas que mergulha na Segunda Grande Guerra de cabeça, bem no dia D. Passam por dificuldades do caramba, após um treinamento árduo com o Ross, e ainda são obrigados a ver seus companheiros morrer.

A força da série está no fato de que os personagens representam pessoas comuns, que são sim enganados pela propaganda Ame-seu-país-morra-por-ele. Mas em nenhum momento os personagens parecem personificar a bandeira da liberdade ocidental. Querem matar alemães e voltar pra casa, apenas isso. Dick Winters, o soldado que termina Major, quer tão somente realizar um trabalho bem feito, nada mais que isso. E nessa união de objetivos eles se encotram na situação onde tem que se irmanar, confiar no companheiro ao lado, e, às vezes, vê-lo morrer.

Ironicamente, uma das cenas finais mostra não um general americano, mas sim um general alemão, falando aos seus soldados na paradisíaca Áustria. O que ele diz poderia ter sido dito por qualquer um dos lados, por qualquer general. A guerra é uma merda para os dois lados, por isso tanta amizade e companheirismo, porque francamente, sendo americano ou alemão, a única coisa que uma pessoa não quer é morrer sozinha com uma bala no crânio.

Fora isso a fotografia é magnífica. No último episódio, quando a Easy Company chega até a Áustria, tiva vontade de chorar. O lugar é tão magnífico que fui automaticamente transportado para lá. O andamento do episódio também foi perfeito para transmitir... paz. Com o final da guerra não haveria opção melhor. Entrentanto, quando estavam em batalha, a atmosfera da série mimetizava com perfeição a situação dos personagens. O episódio focado no médico, em Bastogne, foi o que mais me chamou atenção. A fotografia e a cenografia da floresta soterrada em neve é simplesmente deslumbrante.

Enfim, Band of Brothers foi uma grata surpresa. E no final, vendo todos aqueles velhinhos marcados permanentemente pela guerra, não pude deixar de pensar que, apesar de tudo, eles foram de fatos heróis.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Tropa de Elite 'bombando'

Ao que parece Tropa de Elite está com tudo. Fui ao cinema nesse final de semana e as duas salas que exibiam o filme no shopping Del Rey estavam com ingressos esgotados. Pensei até em tirar uma foto desse fato inédito, os cartazes com a plaquinha 'esgotado' colados, mas depois fiquei com preguiça. É uma sensação boa, a de um filme nacional lotar duas salas de cinema. E o sucesso parece que se repete em outras cidades.

José Padilha e seus sócios vão rachar de ganhar dinheiro, e espero que esse dinheiro se reverta em outros filmes de sucesso de bilheteria. Só desejo que mais filmes brasileiros alcancem esse sucesso, mas outros formatos também podiam ser experimentados. Daqui a pouco essa coisa de filmes-de-violência-urbana vai começar a encher. Tipo os filmes passados no nordeste com referências à literatura de cordel, no padrão Guel Arraes de qualidade. Já eram. Sei lá gente, se movimenta! Faz alguma coisa de diferente!

Quanto ao Tropa de Elite, não gostei quando vi a primeira vez (pirata, admito). Mas vou esperar as salas esvaziarem um pouco e rever, parece que o filme está bem melhor acabado. Mas só digo uma coisa: os produtores deveriam estar dando pulos de alegria porque a pirataria existe.

Por fim, pra comemorar o dia das crianças, atrasado, deixo uma sugestão de presente: o boneco do capitão Nascimento, criado pelo Silveira, do Eu Podia Tá Matando.


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Scofield e Jack Bauer

Esse episódio já emplacou mais na minha marcação de pontos. Não é toda série que começa um de seus episódios com a cabeça decapitada de uma de suas personagens principais. É, Sara não volta mesmo. A não ser que além de um grande escapista o Michael consiga bolar um jeito de trazer de volta a vida corpos decapitados. Não duvido. Parece também que ele está mais próximo da saída de Sona, finalmente.
E enquanto Scofield sai, Jack Bauer entra. O ator Kiefer Sutherland admitiu a culpa essa semana, por ter sido pego dirigindo bêbado. Parece que Jack Bauer vai passar umas férias na cadeia, e, aparentemente, ela está cheia de celebridades com péssimos hábitos de dirigir embriagadas. Lá esse negócio é sério...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Rambo da Turquia



Continuando a série de posts iniciada com Segredos do Porão, apresento mais uma pérola, dessa vez, vinda da Turquia.

Por que criar um filme de ação diferente, se os cães ocidentais sabem fazer isso tão bem? Parece que é o pensamento do diretor do filme do Rambo Turco, aproveitando-se da história da série americana Rambo. E se o filme original já não era lá essas coisas, imagine a cópia deslavada dos turcos. Assista:



Eles achavam mesmo que era só alternar cenas do cara dando socos no ar e cenas da porta sendo destruída, que ia dar pra entender que era ele destruindo? Não sacaram que as pessoas iriam rir até se mijar de reféns presos por ripas de madeira?

A propagada mesquinhez dos turcos também se faz notar, afinal, poucos filmes reutilizam tantas cenas assim. O Rambo dá uma roladinha pra direita, depois, ôpa!, é só inverter na edição que fica parecendo que ele rolou pro outro lado. Um cena completamente diferente!

Alguns personagens morrem mais de uma vez também, sem a menor necessidade de sangue. E de onde surgem tantos mísseis para aquela arma dele? Sem contar os que ele encontra pelo caminho. Outra coisa interessante sobre a arma, é que fica claro que os mísseis são puxados por uma cordinha, a trajetória errática deles confirma. As explosões eu garanto que eram feitas com álcool! Pipocam chamas imensas que desaparecem logo em seguida, eu conheço isso porque já fiz muitas dessas quando criança.

A parte mais hilária pra mim é quando o Rambo está descendo um barranco (que glamour!), e quase não consegue manter o equilíbrio! Eu tive quase uma crise de riso, torci para aquela jamanta musculosa tomar um tombaço, porque é quase certo que ninguém ia interromper a filmagem e fazer outro take.